terça-feira, 1 de maio de 2012

LER PARA SABER



Por: Solange Matassoli Gomes
Psicóloga - CRP/RJ: 05/35480
Fone: 9693-0558

O livro "SOS Ajuda para Pais", do psicólogo Lynn Clark, é a indicação de leitura desse mês. Educar crianças, às vezes, constitui-se numa tarefa árdua e difícil. Frequentemente nos deparamos com pais e mães envolvidos em sentimentos de frustração e fracasso por vivenciarem situações no dia a dia que parecem lhes "fugir ao controle".

Comportamentos bons e maus são aprendidos, por tanto também podem ser "desaprendidos" ou modificados.

"SOS Ajuda para Pais" constitui-se num guia prático que irá ajudá-los a lidar com problemas de comportamento comuns do cotidiano, além de auxiliar suas crianças a serem mais competentes e mais bem ajustadas.

É um livro de fácil leitura, bem ilustrado e que oferece métodos, habilidades, procedimentos e estratégias testados, a fim de melhorar o comportamento de sua criança e fazer com que você sinta-se mais autoconfiante e eficaz.

Lembre-se: se mesmo após a leitura e aplicação das orientações fornecidas pelo livro, o resultado não for o esperado, solicite ajuda de um profissional (psicoterapeuta), pois ele poderá auxiliar não só a sua criança, mas também a toda a família.

QUEM TEM AMIGO DE FÉ NÃO PRECISA DE PSICÓLOGO?


Por: Angela Corrêa
Psicóloga - CRP/RJ: 05/10053

A ideia acima pode parecer óbvia para alguns, porém um tanto reflexiva para outros. Parece não haver o que pensar quando se sabe que o amigo de fé é aquele que se pode confiar os segredos mais ocultos, os problemas mais íntimos.

O amigo de fé é aquele que ouve, conforta e, certamente, diz tudo que se deseja ouvir, com as palavras que se deseja escutar.

Teoricamente até sabemos que, quando alguém nos diz o que desejamos ouvir, está nos poupando de entrar em contato com ideias nem sempre tão confortáveis, com imagens que poderiam nos tirar, muitas vezes, da acomodação e do sossego, ou reflexões que poderiam fazer-nos passar de oprimidos a opressores. E, não é isso que desejamos, embora inconscientemente seja tudo que precisamos, ainda que nos magoe, nos leve a cutucar antigas «feridas», nos remeta a uma «solidão» da qual não queremos encarar de frente porque ela traz a mensagem que pode invalidar a função do amigo, enquanto provedor do nosso equilíbrio e conhecedor profundo de nós mesmos.

E, é exatamente na hora da escolha entre o amigo de fé e o psicólogo é que surge a grande dúvida... Como admitir meu lado, nem sempre, mas algumas vezes, fraco, hostil, invejoso, medroso, incapaz, covarde ou tantas vezes, mas nem sempre, generoso, sensível, corajoso, solidário?

Nesse caminho entre o amigo de fé e o psicólogo há uma lógica que parece nos sinalizar o momento certo de desviar o rumo e reavaliar aquela opção que sempre nos pareceu inquestionável, quando o que se busca é o autoconhecimento.

A lógica nos afirma que: Todo grande amigo nos conhece de verdade. «Fulano é meu grande amigo, logo...Fulano me conhece de verdade».

É possível, eu direi muitas vezes, que meu «amigo de fé», é mais que amigo, ele é irmão, coração, afeição e conhece mais de mim do que eu mesmo, nossa amizade não conhece decepção, mágoas ou ressentimentos...

E o psicólogo? Ah... O psicólogo? Bem... É alguém que não está envolvido em nossas circunstâncias diárias.. O que sabe de nós é o que permitimos que ele saiba. Não cria expectativas em relação às nossas atitudes, não formula juízo de valores e jamais nos irá apresentar a nós mesmos, sem que queiramos conhecer a nós próprios. Não conhece nossa família, nem nossos amigos «de fé» ou «da onça», pois o perfil de cada um deles é traçado por nós, do jeito que os vemos e isso é o que importa. Não tem compromisso em nos dizer o que desejamos ouvir. Ele respeita nossa lágrima, embora não nos atenue a dor da frustração.

Nessa relação, estabelecemos naturalmente um vínculo sem melindres, sutilezas, agrados, não há troca, nem tão pouco precisamos causar boa impressão. Basta apenas dizer tudo o que pensa, sem precisar pensar naquilo que diz.

As evidências iniciais nos levam, sem grande esforço, a concluir que somente através de uma ajuda psicoterápica conseguimos confrontar e compreender os vários aspectos, na maioria das vezes inaceitáveis, da nossa real identidade.

E, à medida que nos mantemos resistentes em aceitar a ajuda de um psicólogo e procuramos um «amigo de fé» para desabafar, estabelecemos, a partir daí, uma relação paralela de ajuda espontânea, onde hoje eu é quem fala, o amigo ouve. Amanhã, eu deverei estar disponível e receptivo para ouvi-lo também, ainda que não esteja em condições para fazê-lo. Afinal uma amizade verdadeira é caracterizada pela confiança, mas é consolidada pela troca.

Mas, quando o assunto é o conhecimento de nós próprios e não somente autoproteção, a escolha nos parece óbvia...

Quando vivemos do jeito que «tem que ser» negamos o jeito que «verdadeiramente somos».    Nossos conflitos começam à medida que nossa consciência sinaliza a diferença.


Artigo produzido por psicóloga convidada pela
equipe Equilíbrio Psi



COMO A FAMÍLIA PODE AJUDAR NO DESEMPENHO ESCOLAR




Kelly Cristina da S. Campos
Psicopedagoga - Fone: 8342-0924


Não há dúvidas quanto à importância do envolvimento da família na vida escolar das crianças. Porém, apesar de ser considerada como consenso a ideia de que, se a família preocupa-se em acompanhar o desempenho das crianças na escola, há grandes chances de sucesso escolar, porque tantos alunos passam por dificuldades de aprendizagem devido à falta de assistência da família?

Em minha experiência clínica, grande parte dos atendimentos às crianças com problemas de aprendizagem poderiam ser evitados, caso os pais tivessem sido bem sucedidos no papel de participantes da vida escolar dos filhos. Há crianças que falham como alunos, simplesmente porque não receberam estímulo suficiente dos pais ou de seus substitutos.

Muitas vezes, a ineficiência dos pais se dá pelo fato de desconhecerem como estimular os filhos de forma adequada. Pensando nisso, apontaremos sugestões simples, porém capazes de propiciar um melhor rendimento escolar:

- Ter livros em casa ler para os filhos pequenos - Esse hábito aumenta o vocabulário da criança, facilitando a assimilação de conteúdos de todas as matérias.

- Reservar um lugar adequado para os estudos- Mesa, cadeira, boa iluminação e nada de televisão. Lugar tranquilo para estudar, possibilita a criança desde pequena, obter maior concentração, maior índice de aprendizagem e menos erro.

- Incentivo ao cumprimento da lição - Mesmo que a criança seja pequena e do dever de casa muito fácil, os pais devem pedir para ver a tarefa pronta.

- Orientar sem dar a resposta certa - O dever de casa é das crianças e não dos pais. Oferecer resposta pronta não é incentivo à superação de desafios.

- Garantir tempo livre - Agenda cheia tira da criança tempo de brincar, provocando cansaço e comprometendo o rendimento.

- Participar das reuniões de pais - Essa é uma boa oportunidade de conhecer melhor professores, metodologias e outros pais. Ainda demonstra para a criança que seus pais se interessam por sua vida escolar.

- Monitorar o boletim - Em caso de nota baixa, os pais devem procurar a escola para juntos estabelecerem estratégias de melhoria do desempenho.

- Evitar excesso de pressão no período de provas - Sentir-se obrigada a apresentar bom desempenho só atrapalha, deixando a criança tensa, podendo prejudicar sua autoestima.


Para o sucesso escolar, é necessário que a criança tenha também um bom desenvolvimento emocional, além do incentivo aos estudos por parte da família e da escola. Esse desenvolvimento emocional se inicia desde antes do nascimento e é base para a saúde mental dos indivíduos.    Muito antes da criança entra na escola, a família já colabora de alguma forma para o sucesso ou o fracasso escolar do futuro estudante. Relações familiares doentias podem servir de modelo negativo para os relacionamentos da criança com outros grupos de convivência, prejudicando a aprendizagem.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Contos de Fada? Super-Heróis?

Contos de Fada? Super-Heróis?

Não podemos negar a grande influência da mídia, assim como o avanço tecnológico sobre o público infantil. Atualmente presenciamos crianças da mais tenra idade com perfeito domínio de videogames, PlayStation, Xbox, Nintendo wii e outros. Ouvimos estas mesmas crianças pedirem de presente de aniversário ou até mesmo ao Papai Noel, um celular (de preferência o que tenha mais funções), um iped, ipod, um tablet, enfim... toda a tecnologia que envolva rapidez e praticidade. Realmente no mundo atual, onde tudo é para “ontem”, as exigências para que se possa acompanhar a rapidez de informações talvez possa justificar tais pedidos que outrora seriam inimagináveis. Porém, às vezes me questiono até que ponto essas descobertas avassaladoras estão contribuindo, ou melhor, impedindo nossas crianças de serem realmente crianças, de poderem viver seu mundo de fantasias, de darem asas à sua imaginação e se permitirem como que em um passe de mágica, sentirem-se um super-herói, uma Cinderela, um caçador, uma gata borralheira ou até mesmo uma bruxa malvada.

Como psicóloga e educadora, acredito potencialmente na importância das histórias infantis exercendo papel fundamental na formação educacional da criança, assim como facilitadoras da aprendizagem de como lidar com seus sentimentos e emoções através da ludicidade e da imaginação. Através da literatura infantil, propiciamos à criança que ela tenha condições de elaborar questões que a angustiam, que ela enfrente seus medos, fantasmas e seus conflitos, além de ajudá-la a desenvolver um pensar reflexivo que contribua para a superação de suas dificuldades.

É inegável o legado que a s histórias infantis podem deixar registradas na infância de um futuro adulto.

Com base nestas considerações, é que o Equilíbrio Psi tem o imenso prazer de poder divulgar nossa 1ª Oficina intitulada “A Contação de Histórias como Ferramenta Psicopedagógica”, ao público que se preocupa em assumir práticas pedagógicas voltadas ao incentivo da leitura e como recurso terapêutico.


Venha! Participe! Haverá sorteio de brindes e um delicioso coffee break!
Esperamos por você!!!


OFICINA

A Contação de Histórias como Ferramenta
Psicopedagógica


As histórias como recursos para o desenvolvimento da criatividade, imaginação, fantasia, emoção e sentimento na criança de forma prazerosa e significativa.
Data: 24 de março de 2012
Horário: 9h às 13h
Local: Av. Vicente de Carvalho, 1590, sala 401 - Vila da Penha
Investimento: R$ 25,00 até o dia 20/03 + R$ 25,00 até o dia da oficina
Para realizar sua inscrição, a primeira parcela deverá ser efetuada através de depósito bancário.

Para maiores informações, disponibilizamos os tels:
(21) 3341-3002 ou (21) 9693-0558.

Vagas limitadas!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

QUANDO DEVEMOS PROCURAR AJUDA?



           Por Solange Matassoli Gomes - Psicóloga - CRP: 05/35480
                                     Fone: 9693-0558

    
     Gostaria de iniciar este artigo, com a seguinte pergunta: O que é ter saúde? A resposta parece simples, pois certamente a grande maioria responderia que ter saúde é não ter alguma doença instalada no corpo e na mente. Eu diria que ter saúde significa viver bem, ter qualidade de vida, dispor de bem estar físico, psíquico e social.

     Porém, podemos constatar que em nosso dia a dia, nem sempre é fácil alcançarmos este equilíbrio tão desejado. Vivemos intensamente, corremos atrás de nossos sonhos e ideais e na medida do possível, enfrentamos sozinhos, dificuldades que vão surgindo pelo caminho e as arrebatamos bravamente. Infelizmente, nem tudo sai como esperamos, e os resultados às vezes nos frustram e não sabemos lidar com esses supostos “fracassos”. Daí, alguns sinais começam a surgir, apontando que “algo não está bem”. Começamos a sentir-nos infelizes e inadequados, fechamo-nos em nosso próprio mundo e através de “encaramujamento”, nos isolamos de tudo e de todos, nos percebemos incapazes, injustiçados e incompreendidos. Há ainda aqueles que agridem e descontam seus problemas nas pessoas que estão ao seu redor, sejam eles amigos, chefes, cônjuges ou filhos. E assim, o desequilíbrio surge através da insônia, da depressão, da ansiedade, do cansaço, dos medos, das compulsões, das mudanças bruscas de humor, enfim... O que fazer?

     Muitas pessoas acreditam que melhorar é só uma questão de força de vontade. É verdade, desde que essas pessoas já tenham encontrado a resposta que precisem e enfrentem o desafio de implementá-las. Porém, há pessoas que se vêem envolvidas numa “areia movediça” e percebem que quanto mais tentam a solução de seus problemas, fatigam-se e parece não sair da rede em que se encontram. Então, é chegada a hora da melhor tomada de decisão, porém nem sempre muito fácil, mas inevitável.

     A busca de um auxílio psicológico, através de um profissional competente, poderá ajudá-lo, levando-o a um autoconhecimento, fazendo com que você se aceite enquanto indivíduo, valorizando-se e tenha condições necessárias para que possa resolver seus problemas, buscando o equilíbrio entre suas emoções, pensamentos e seus comportamentos para favorecer atitudes que gerem segurança e bem estar.

     Contudo, é importante salientar que para atingir esse ponto de equilíbrio, é necessário que o cliente abandone expectativas exageradas de melhora a curto prazo, pois o problema que no momento o aflige é apenas a ponta do iceberg que provavelmente foi construído durante toda sua história de vida.

     Considero relevante ressaltar que às vezes, dependendo do comprometimento da doença mental aliada a uma causa orgânica, faz-se necessário associarmos o tratamento psicoterapêutico desenvolvido pelo psicólogo à terapia medicamentosa, onde o papel do psiquiatra é fundamental, uma vez que a área de incidência deste profissional é a medicação de modo a tratar as doenças mentais.

     Enfim, investir em saúde mental significa melhorar sua qualidade de vida que, por conseguinte refletirá em seu crescimento pessoal.


     Reserve um tempo para cuidar de VOCÊ!!!



Livros para ler, viver e sonhar. Sonhos sem sair do lugar!



Luciene de Castro Reto - Psicóloga
                       CRP/RJ: 05/33346 - Fone: 9653-4277

     No processo de ensino aprendizagem é fundamental para o desenvolvimento de toda criança a formação do hábito de leitura. Neste sentido, a literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa.
     A Coleção Mundo da Lulu é uma proposta de motivar os profissionais da educação para assumirem práticas pedagógicas voltadas ao estímulo da leitura literária em sala de aula, como também inserir a literatura infantil em hábitos e atividades familiares.
     Pensando nisso, com base em minha experiência como psicóloga clínica e escolar, venho propor de forma divertida o incentivo da formação do hábito de leitura, através da publicação de cinco livros voltados para o público infantil. Cada título tem uma proposta que se destina a objetivos específicos, como:

     * O Fantástico Mundo da Lulu - Objetiva trabalhar de forma lúdica, a família, a escola, as regras e alguns valores humanos, assim como a importância da verdade e da justiça.

     * Lulu e a cidade embaixo do travesseiro - Aborda a questão da organização pessoal, ecologia e a preservação ambiental. Trabalha a importância da criança zelar pelo nosso meio ambiente que hoje precisa de muita atenção e a ser organizada com seus pertences, tais como: brinquedos, materiais, roupas e outros.

     * O livro mágico da Lulu - Permite trabalhar questões como competitividade, egoísmo e amizade. Conceitos que envolvem crianças com espírito de liderança autocrata que só querem ganhar ou mandar em todas as situações. Acreditam que são as melhores e querem sempre escolher ou ser a primeira em tudo.

     * O cachorro da Lulu fez o gol - Aborda a importância de obedecer aos pais e trabalha a aceitação do “não”.

     * A necessidade fez o sapo pular - O livro permite que profissionais da área de educação e familiares trabalhem a questão do complexo de inferioridade, a aprendizagem e a cadeia alimentar.


     O contato da criança desde cedo com o livro é o começo de uma longa história de algumas estratégias para desenvolver o hábito de ler.

     Para que você possa conhecer um pouquinho mais sobre a Lulu, acesse o site www.mundodalulu.com.br ou entre em contato através do e-mail mundodalulu@gmail.com.


A ENTRADA DA CRIANÇA NA CRECHE


                   Kelly Cristina da S. Campos - Psicopedagoga
                                    Fone: 8342-0924


     A partir dos nove meses, a maioria das crianças já responde através do medo ao se deparar com situações e pessoas estranhas.
     A ansiedade por separação da figura de apego pode ser considerada como uma resposta a situações de ameaça à sobrevivência. Quando é deixada pela mãe, a criança responde através de comportamentos intitulados “protesto de separação”. As reações no momento da separação podem ser várias, incluindo olhar de cautela, inibição da ação, expressão facial assustada, tremor ou choro, busca de abrigo, esconder-se e agarrar-se a alguém. Muitas patologias físicas e mentais podem ser decorrentes da falta ou descontinuidade da relação entre a criança e a figura de apego.
     O fato de algumas crianças sentirem de maneira mais ou menos impactante a separação da mãe ou de sua substituta se dá devido às circunstâncias de como ela se percebe cuidada na ausência da figura de apego, além da idade da criança e do tempo da separação.
     Não podemos afirmar que exista uma idade ideal para se matricular uma criança na creche. Alguns estudos sugerem que quanto mais cedo melhor é para a adaptação. Outros, porém, apontam que crianças que antes dos nove meses passaram a receber cuidados alternativos (babás em casa, casas de cuidadores e creches) por mais de vinte horas semanais, ao completarem um ano de idade estavam mais propensas a apresentar insegurança. Já os que entraram com idade entre 12 e 17 meses ou após os dois anos têm relações mais satisfatórias e são mais tolerantes à frustração, podendo ser este o período considerado melhor para a entrada da criança na creche.
     Para tornar este processo menos doloroso, é necessário que a criança seja introduzida em cuidados alternativos nos primeiros dias, chamado período de adaptação. Tal período é iniciado desde os contatos iniciais da família com a creche, pois as impressões dos pais e o vínculo destes com a instituição influenciam a forma de como a criança irá se sentir nesse novo espaço. Não há consenso quanto à duração do período de adaptação, podendo durar meses ou até não se estabelecer, dependendo da família, da criança e da instituição. A procura pela instituição mais adequada precisa obedecer a um planejamento, ou seja, a família deve fazer essa escolha, com tempo suficiente para iniciar o processo de adaptação com antecedência de algumas semanas.
     É necessário que a família esteja atenta ao comportamento da criança, pois ele irá indicar se ela está se adaptando bem ou não. Comportamentos que indicariam falta de adaptação à creche poderiam ser: reações agressivas com colegas e educadoras, brincadeiras envolvendo conteúdo destrutivo, comportamento de evitação e resistência, baixa tolerância à frustração e ao estresse, dificuldade em ser confortada, elevada ansiedade de separação expressa pelos comportamentos de agarrar-se aos pais durante a separação matinal, chorar e protestar, recusar o grupo, hostilizar as rotinas da creche, brincando somente com seus próprios brinquedos, ou desmotivar-se para brincar, sendo este o maior dos indicadores.
     A adaptação das crianças e suas famílias à creche pode ser facilitada quando a instituição adota algumas práticas como: entrevistas de matrícula para conhecer aspectos objetivos e subjetivos da família e da criança, reunião inicial para que a família conheça a instituição, seu projeto pedagógico e sua equipe, contato diário com aumento gradual do tempo de permanência para exploração do espaço e familiarização com a educadora, sendo autorizada a presença da mãe ou da figura de apego, separação definitiva (sem companhia do familiar) somente após estabelecimento de vínculos fortes da criança com a educadora e permissão para que a criança faça uso de objetos de importância afetiva, vinculados a sua família como chupeta, paninho e brinquedos.
     A entrada na creche impõe que os envolvidos estejam conscientes de que as bases da personalidade de um adulto são formadas nos primeiros três anos de vida e, neste caso, a qualidade dos cuidados/educação recebidos pela criança é fundamental.